Solos fracos: cultivares mais adaptados à baixa fertilidade

O Brasil tem uma grande variedade de pastagem que podem se adaptar a todo tipo de solo. Porém, devemos tomar cuidado com os solos fracos, já que estes exigem cultivares e técnicas específicas para alcançarem a produtividade esperada.

Nesse contexto, é preciso saber que a fertilidade tem relação direta com a produtividade e a perenidade da planta forrageira. Assim, para solos fracos, devemos escolher aquele cultivar que seja menos exigente e mais adaptado ao ambiente.

Fertilidade do solo: cada forrageira tem a sua exigência

A fertilidade do solo é caracterizada como o potencial que os solos têm em sustentar a vegetação. Essa fertilidade depende do pH, da quantidade de minerais presentes no solo e da sua estrutura física.

Para alcançar o máximo de fertilidade, é preciso que conheçamos o solo da propriedade, com suas peculiaridades e características. Somente assim teremos um manejo mais assertivo, permitindo resultados na formação da pastagem mais expressivos.

Além do tipo de solo, também é preciso que conheçamos as exigências de cada uma das espécies forrageiras. Isso porque há espécies forrageiras que são mais exigentes em fertilidade que outras, sendo esse o fator de maior importância para limitar a escolha de uma nova forrageira, essencialmente para solos fracos.

Outro critério para a escolha das forrageiras é o sistema de produção a ser adotado, visto que as condições do solo representam fatores que podem ser corrigidos pela calagem e adubação.

A tabela abaixo representa qual é a exigência em solos das principais forrageiras, além de seus atributos positivos e atributos negativos:

Como vemos, as forrageiras do gênero Brachiaria apresentam características distintas, já que estas são bastante variadas, apresentando características diversificadas.

Tomando como base essas informações, as melhores opções de capim para solos fracos e de baixa fertilidade são:

 – Brachiaria Humidicola;

 – Brachiaria Decumbens.

Essas variedades têm, por característica, melhor adaptação a essas condições de terreno, conseguindo bom desenvolvimento e propiciando uma pastagem muito mais produtiva.

Solos fracos: como alcançar maior produtividade e perenidade?

Solos fracos (também conhecidos como solos arenosos ou solos leves) apresentam características únicas, já que apresentam fragilidade estrutural, baixa fertilidade e capacidade de retenção de água.

Apresentam também alta porosidade e consequentemente forte tendência à erosão, sendo esse um grande desafio para quem busca formar pastagens nesse tipo de solo. Por isso, é preciso ter atenção a alguns processos para que os solos fracos elevem sua produtividade e a perenidade da pastagem.

Em um texto aqui do nosso blog, já citamos quais são as medidas que o pecuarista deve adotar para obter melhor produtividade da sua pastagens, são elas:

  1. Quais seus objetivos do manejo de pastagem?
  2. Cuidados com o primeiro pastejo, aumentando a vida útil da pastagem e a máxima produção de forragem.
  3. Conhecimento de alguns componentes que contribuem com o sucesso da formação da pastagem, tais como pressão de pastejo, período de ocupação e de descanso.

Mas, além dessas medidas para a utilização sustentável dos solos fracos na formação de pastagens, faz-se necessário que adotemos práticas conservacionistas por meio de variadas técnicas de manejo, tais como:

  • Utilização do sistema de plantio direto;
  • Integração lavoura-pecuária;
  • Rotação de culturas;
  • Adubação verde (adubo orgânico), entre outros.

Programa de manejo da Brachiaria para solos fracos

Devido às especificidades dos solos fracos, é cada vez maior a necessidade de se adotar tecnologias para elevar a produtividade nesses terrenos, incorporando as tecnologias de correção, adubação e irrigação do solo.

Assim, um bom programa de manejo da fertilidade de solos fracos deve contemplar as seguintes etapas:

  1. Escolha da área que será corrigida e adubada;
  2. Medição e mapeamento da área;
  3. Amostragem de solo e de planta e envio das amostras ao laboratório para análise;
  4. Interpretação dos resultados, com consequentes recomendações de correção e adubação;
  5. Planejamento e execução do programa;
  6. Realização das práticas corretivas: calagem, gessagem, fosfatagem, potassagem, correção de micronutrientes e correção da matéria orgânica;
  7. Práticas de adubação: com cálcio, magnésio, fósforo, potássio, enxofre, micronutrientes e nitrogênio;
  8. Avaliação dos resultados: resposta técnica,  econômica e avaliação de impacto ambiental.

Neste amplo contexto, não podemos nos esquecer da qualidade da semente. Essa qualidade é ponto primordial para conseguir uma excelente formação de pastagens em solos fracos, afinal semente de qualidade é sinônimo de pastagem farta.

Em sua essência, a semente transporta a garantia da perpetuação de cada espécie cultivada. Por isso, a escolha de uma boa semente é de fundamental importância, pois os custos das mesmas raramente ultrapassam 5% do custo de formação de pastagem, e a semente, em muitos casos, é a principal causa do sucesso (ou insucesso) no estabelecimento da pastagem.

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